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Experiências dos pólos do ABC na Educação Científica
  20/12/2010

Veja a notícia na integra no site da Academia Brasileira de Ciências clicando aqui.



O VI Seminário Nacional do Programa ABC na Educação Científica foi realizado na Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) nos dias 26 e 27 de novembro de 2010, em Juazeiro, na Bahia. A segunda sessão contou com apresentações dos pólos do Programa em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O Parque da Ciência

O físico Evandro Ferreira Passos, coordenador do Parque da Ciência na Universidade Federal de Viçosa (UFV/MG), contou um pouco de sua experiência à frente do projeto piloto do ABC Mão na Massa em Minas Gerais, desenvolvido em Nova Viçosa e Posses, que produziu diversos kits de atividades e aplicou a metodologia em escolas pobres, para as quais o material se adequou perfeitamente.

Em 2008, a Secretaria de Estado de Educação propôs a implantação do Programa, através do treinamento de 1.250 professores de 1º ao 5º ano. Passos informou que a Secretaria dá um apoio para inscrições on line e para a capacitação de duas professoras por escola. "Elas recebem diárias de R$ 100 para deslocamento e alimentação, que possibilita sua freqüência às oficinas". Após as oficinas de capacitação, cada professor recebeu uma caixa com um kit de materiais básicos para reproduzir com seus alunos o material didático utilizado nas atividades.

Em 2010, em torno de 1600 professores dentre os 2900 que participaram em 2008 e 2009 retornaram a Viçosa para o Módulo 2. Foram mais 80hs de oficinas presenciais sobre os mesmos temas, mas com novos materiais. Para Evandro Passos, um sucesso e uma grande realização. "Conseguimos crescer em escala sem perder a qualidade. Esse é o grande desafio", concluiu o professor.

De acordo com o Coordenador, mais importante do que o reconhecimento da Academia Brasileira de Ciências, é o retorno que as professoras trazem de suas salas de aula, conforme os depoimentos da turma de setembro de 2010:

Youtube
"O Módulo I foi a mudança de paradigmas e no Módulo II estou aprendendo novos caminhos para consolidar a mudança. Em cada oficina aprendi a organizar as idéias, criar alternativas contextualizadas à realidade dos alunos. Aproveitamos as reuniões de módulo 2 para repasse das oficinas e é evidente o interesse dos professores que sentem orgulho em apresentar as oficinas nas salas. Os alunos levantam hipóteses, questionam e vibram com as aulas diferentes, gostosas e cheias de sentido. As oficinas estão registradas na internet: www.youtube.com.br Oficinas Mão na Massa" Andréa Xavier de Alencar, Caratinga, supervisora.

Alfabetização
"O projeto Mão na Massa veio despertar em nós professores mais prazer em ensinar e no aluno em aprender. Depois do projeto mudei minha maneira de trabalhar e senti que meus alunos melhoraram muito em produção de texto, pois a cada atividade trabalhada eles descrevem como tudo aconteceu." Geralda Moraes Porto Queiroz, Almenara, regente 4o ano. "Essa metodologia adotada motiva os alunos a participar e compreender de forma significativa a Matemática e Ciências, também traz ótimos resultados na Língua Portuguesa, pois a forma de registro diferenciada desperta neles a vontade de relatar o que foi vivenciado." Giovanna Franco Messias, Cambuquira, professora eventual.

Metodologia da investigação
"Desde o primeiro módulo minhas colegas e eu que participamos desta formação estamos mudando nossa prática e incentivando toda a escola a trabalhar a metodologia da investigação e isto tem melhorado a oralidade de nossos alunos, a criatividade, o raciocínio lógico, a leitura, a escrita, em todas as disciplinas. Neste sentido, a escola de modo geral melhorou a qualidade do ensino e da aprendizagem de nossos alunos, o comportamento, as atitudes, etc." Nilse de Assis Procópio Araújo, Ipatinga, regente 3o ano.

MÃO NA MASSA e a formação INICIAL:
"Eu acredito que a metodologia Mão na Massa deveria fazer parte do currículo de nossas faculdades, porque as atividades são muito ricas e de grande estímulo para serem aplicadas em nosso cotidiano." Aline Barbosa de Sá, Brasília de Minas, regente 2o ano. "Para mim como educadora esta aprendizagem foi nota mil. Descobri que o curso de magistério nada nos prepara para o dia a dia de sala." Adenice Martins Pereira, Serranópolis de Minas, regente 4o ano.
"Estou motivadíssima e com uma grande bagagem para executar o meu trabalho. Penso que tudo que aprendi aqui deveria ter sido no meu curso de formação. Sinto que o Sistema Educacional precisa passar por uma reformulação e esta deveria iniciar pela extensão deste projeto a todos os professores." Soraia Batista de Oliveira, Teófilo Otoni, supervisora.

KIT
"O kit é ótimo, é de grande valia para a prática pedagógica em sala, na biblioteca, nos módulos... Ao longo da minha carreira enquanto professora é o melhor curso que já fiz. Só tenho a parabenizar a equipe do Mão na Massa juntamente com o Diretor e pedir a Deus que proteja a todos sempre. Obrigado pela acolhida neste curso." Maria das Dores Simões Pires, Alvorada de Minas, regente 3o ano.

Módulo I e Módulo 2:
"As oficinas do Módulo II foram muito dinâmicas, criativas e esclarecedoras. Em relação ao primeiro módulo apresentou melhoras significativas em relação à organização." Marly da Costa Santos, Senador Amaral, Professora.
"O módulo 2 está mais organizado com os cursistas mais participativos e sérios do que no primeiro módulo. As oficinas continuam sendo criativas e cada vez mais interessantes. Mudei muito meu jeito de trabalhar, hoje realizo as atividades com muito mais criatividade, com apresentação dos problemas. Mudei para melhor: faço o levantamento de hipóteses, realizo experimentações, faço discussão coletiva e junto com os alunos registramos as conclusões. Minhas aulas são mais prazerosas, consigo mais atenção dos alunos." Terezinha de Jesus Campelo Rocha, Belo Horizonte, regente.

O papel das Analistas e das S.R.Es, das Supervisoras e Diretores, da SEE-MG.
"Como analista educacional, vi e vejo até hoje, nas escolas onde acompanho o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) as professoras aplicarem essa metodologia do Projeto.
Assisto repasses, oriento atividades voltadas para as oficinas realizadas, assisto aulas onde são realizadas essas atividades, vejo exposições de materiais construídos pelos alunos através do Projeto.
Enfim, vejo retorno positivo referente a esta Metodologia. É uma maneira segura, prazerosa e divertida de ensinar os nossos alunos." Adriana Camargos Sales, Analista Educacional do PIP, S.R.E. Belo Horizonte - Metropolitana C.
"Os professores da S.R.E.- Divinópolis que participaram da capacitação melhoram a prática pedagógica, estão mais motivados e instrumentalizados.
As oficinas estão sendo desenvolvidas pelos professores nas escolas. Foi realizado o repasse da capacitação entre outros professores da rede estadual e municipal. Este projeto proporcionou aos professores um enriquecimento de sua bagagem de conhecimento e aprimoramento na sua prática pedagógica." Margarida Romão Macedo, Divinópolis, Analista da S.R.E.
"Quanto aos resultados, facilita muito nossa prática e a aprendizagem dos alunos. Quando fazemos o repasse muitos colegas colocam as oficinas em prática mas outros não.
Por isso acho que os supervisores e diretores das escolas deveriam fiscalizar e cobrar o método científico, de modo que esse método se torne diário em nossas escolas." Alécia Cândida Ferreira, Dom Bosco, regente 5o ano.
"O projeto Mão na Massa tem contribuído de forma singular para uma nova postura do professor em sala de aula. Aqui foi possível encontrar resposta para duas perguntas: O que fazer? E Como fazer? Um projeto como o Mão na Massa deveria se tornar um programa de formação continuada para professores, especialistas e analistas pedagogos.
Era necessário uma metodologia que partisse do conhecimento do processo para o entendimento do conceito. Não há mais espaço para a simples "transmissão do conhecimento"; ele é construído e apreendido. Faltava algo que pudesse despertar no próprio professor a crença de que é possível colocar a mão na massa e fazer com que os alunos tenham experiências significativas, interessantes e competitivas com as cores vibrantes e situações emocionantes que o mundo extra-classe tem oferecido.
Motivação que se complementa com a instrumentalização para a prática eficiente do professor em sala de aula, oportunidade de aprender "como fazer". Consequentemente, os alunos ficam mais interessados e com significativo aumento em sua proficiência. Chegar à excelência no processo ensino/aprendizagem não é uma utopia, inserir a metodologia Mão na Massa no Projeto Pedagógico e construir uma linha de trabalho, cuja metodologia perpasse por todo currículo escolar, seria um avanço significativo, o que entendo não ser algo impossível, visto que o curso ministrado na UFV teve abrangência estadual." Adriany David Cangussu, Analista Educacional, S.R.E. Januária.
"Não sou professora, porém como Analista Educacional da S.R.E., sinto-me motivada e instrumentalizada para realizar meu trabalho de monitoramento e orientação pedagógica com mais qualidade, segurança e criatividade.
O PIP (principal programa pedagógico do Estado) consiste em um trabalho de parceria envolvendo escola/S.R.E./SEE, sendo assim é imprescindível a participação dos técnicos da S.R.E. no Projeto Mão na Massa, para que possamos efetivamente auxiliar o processo de mudança e avanço educacional proposto pela metodologia do Mão na Massa.
Percebi através de minhas visitas nas escolas pelas quais sou responsável, que os professores que participaram da capacitação em Viçosa estão efetivamente se utilizando com propriedade da metodologia Mão na Massa para enriquecer suas aulas.
Porém o repasse feito pelos professores e por nós analistas não surtiu o efeito esperado nos outros professores. A internalização dessa mudança proposta é um processo lento que demanda persistência e incentivo constante.
Mesmo os professores que vieram a Viçosa ainda realizam a maior parte do trabalho utilizando-se da velha metodologia saturada "giz-língua-matriz". Eles realizam as experiências que aprenderam, com os alunos, porém menos do que deveriam." Rafilda Fernandes Sousa, Almenara, analista da S.R.E..
"Fui professora durante cinco anos e sou supervisora há 25. Em todos esses anos na educação, esta foi a metodologia mais interessante, criativa, envolvente, fundamentada teoricamente, dinâmica e produtiva que já experimentei. Como especialista tenho procurado incentivar e instrumentalizar os professores para realização das atividades em sala de aula.
Aqueles que tem maior criatividade e dinamismo realizam ótimas oficinas e conseguem resultados muito bons. Alguns ainda precisam internalizar a metodologia." Helenilze Aparecida Lima de Andrade, Araçuaí, regente 4o e 5o anos.

"O projeto ainda não é prioridade da SEE-MG. Com isso o monitoramento das S.R.Es (analistas) não acontece de forma eficaz. A implementação depende ainda exclusivamente da responsabilidade do professor que participou do Mão na Massa em Viçosa." A professora não se identificou.

Envolvimento das famílias
"É gratificante ver os alunos descobrindo, pesquisando e registrando seu aprendizado, motivados com as experiências adquiridas. Nesse processo, a interação com a família torna-se mais presente e empolga as outras colegas de trabalho." Maria Helena Campos Alves, Esmeralda, regente 1o ano.

Nova visão de mundo
"Trabalho em uma escola que fica em local de risco, a sociedade pouco oferece para os jovens. O estímulo das aulas com a metodologia Mão na Massa dá uma nova visão de mundo para estes jovens, uma nova visão da realidade, de querer continuar estudando para crescer intelectualmente, caráter, social..." Vera Lúcia do Carmo Vieira, Uberlândia, professora.

Envolvendo toda a escola
"Em minha escola, para implantar o projeto, tive ajuda da diretora, supervisora e colegas que aceitaram muito bem o projeto. O que aprendi com a capacitação que me ofereceu o projeto tem enriquecido muito minhas aulas. As estratégias empregadas aguçam a curiosidade e despertam o interesse dos alunos levando-os a selecionar, organizar e compreender as informações que recebem, para que possam construir seu próprio conhecimento. Depois que participei do primeiro módulo, juntamente com a diretora e a supervisora da escola criamos uma sala de jogos (com jogos para todas as áreas) e uma vez por semana todas as turmas das séries iniciais tem uma aula de jogos." Rita de Cássia Carvalho Almeida, Ponte Nova, regente 5o ano.

Melhorando a cada ano
"É intenso quando nós professores e alunos podemos interagir, fazendo troca de conhecimentos, experimentando e deixando que, através destas experimentações, os alunos descubram o verdadeiro sentido do que eles estão aprendendo. Assim ele fica motivado e a aula fica muito interessante, fazendo com que ele queira ir com muito prazer para a outra aula. A cada ano o projeto vai ficando melhor pois os erros cometidos nos anos anteriores podem ser observados e melhorados para o próximo." Eni de Fátima Ribeiro Cardoso, Belo Horizonte, regente 3o ano.

Má qualidade na formação dos professores "Já participei de cursos oferecidos pelo sistema como por exemplo o PROCAP que muito contribuiu para meu crescimento pessoal. O PROCAP foi dos melhores e mesmo assim não atingiu nem 50% do nível do Mão na Massa. A metodologia do Mão na Massa é a melhor que já vi nestes mais de 25 anos de trabalho e além disso o repasse das oficinas conta com professores experientes, preparados e de alto nível. Na minha opinião 80% da culpa do insucesso do ensino nas escolas estaduais está atribuída à má formação dos profissionais da área." Maria da Luz Ferreira Cândido, Guanhães, professora.

Mantendo a chama acesa e espalhando a semente
"Pude perceber com clareza que as atividades realizadas com os alunos seguindo a metodologia do projeto despertam o interesse, a alegria de aprender e um gostinho de quero mais... O desafio está lançado, cabe a cada um de nós, professores, manter a chama acesa, espalhar a semente e fazê-la crescer e produzir frutos. O sucesso do projeto é evidente. O ideal é que todos os professores tivessem a mesma oportunidade." Rosângela Aparecida de Oliveira Machado, Itumirim, regente 3o ano.

Melhoras no comportamento, na leitura, na escrita. "Na minha sala a aplicação do projeto foi muito bem aceita, os alunos ficaram entusiasmados com cada oficina apresentada, eles melhoraram o comportamento, a leitura, a escrita, o dia a dia na sala ficou mais proveitoso. Eles esperavam ansiosos para fazer as oficinas e algumas tive até que repetir usando outros materiais. Posso concluir que os resultados foram positivos e deveria expandir para todos os professores." Priscila Cristina Lima Pereira, Divinópolis, regente 3o ano.

Levando os alunos ao conhecimento
"É maravilhoso olhar as crianças fazendo experimentos, os olhinhos brilham! O projeto nos prepara e instrumentaliza para realizarmos atividades que realmente levem os alunos ao conhecimento." Ana Paula de Oliveira, Nova Serrana, regente 4o ano.

Resultado no PROEB
"Ao terminar o Módulo I em 2008 cheguei na minha escola muito estimulada com a metodologia do Mão na Massa. As apostilas contém as oficinas numa linguagem clara e simples. O KIT tem me auxiliado no preparo de aulas mais significativas e estimulantes. Os jogos matemáticos foram reproduzidos. Com o material e a capacitação recebida e aplicação desta metodologia em minhas aulas sinto-me mais segura para inovar minhas aulas. Desde que comecei a aplicar a metodologia do Mão na Massa observei que os alunos passaram a ter maior interesse pelas aulas. Desenvolveram habilidades de leitura, escrita e oralidade de forma satisfatória. Aqueles alunos que não manifestavam vontade espontânea de escrever, que apresentavam rendimentos baixos , passaram a elevar sua auto-estima, ser mais participativos nas aulas. O resultado desta turma na Avaliação/PROEB teve um excelente resultado. Algumas das vantagens desta metodologia que pude perceber nos meus alunos: possibilita um trabalho procedimental "saber fazer"; propicia maior interação entre os alunos/professor; possibilita o atendimento às diferentes formas de aprendizagem dos alunos; auxilia no desenvolvimento da autonomia, da criatividade, cooperação, coloca os alunos diante de diferentes alternativas e possibilidades de atuação. A todos vocês, equipe do Mão na Massa, que colaboraram para o enriquecimento da minha prática pedagógica, fica aqui o meu MUITO OBRIGADA!" Maria das Graças Mesquita, Varginha, regente 3o ano.

Aprender é uma experiência excitante, instigante
"Os alunos necessitam de um ambiente seguro, estimulante, onde os erros sejam permitidos e assumir riscos, seja incentivado. Quando a criança sente que aprender é uma experiência excitante da qual se pode desfrutar, então isto se transformará em algo que nunca terminará, durante toda a vida. O projeto Mão na Massa é assim." Michele Cristina dos Santos, Pará de Minas, professora. "A formação oferecida me deu condições para reavaliar a minha prática docente. Comecei a ver o ensino como algo mais instigante, não me bastava mais o conhecimento em si, eu passei também a necessitar provocar questionamentos, hipóteses, experimentação... Eu realmente compreendi que este é um processo que o aluno tem que passar, pois de fato a aprendizagem torna-se mais significativa. Ao coordenador e demais colaboradores, desejo persistência, continuidade, pois a semente foi lançada, em breve a educação mineira colherá os frutos." Eliane Alves Silva de Oliveira, Patos de Minas, regente 5o ano.

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